Às vezes me pego no meio de um dilema e não consigo sair de cima do muro. Tento me resolver, escolher um caminho, um lado. Mas nada faz com que me sinta segura com a decisão. E ela, a decisão, só cabe a mim. Não adianta tentar ajuda, nem conselhos. ada vai tirar o peso da responsabilidade, de arcar com as conseqüências, de mim. Por mais que pense, que pese, analise, a conclusão não chega.
Isso já aconteceu várias vezes, e agora se repete. Por fim, me agarro ao tempo, e deixo que ele dite o destino. Não deixa de ser minha opção sendo realizada, mas de uma forma menos objetiva, e isso acaba me deixando mais leve.sábado, 24 de outubro de 2009
Em cima do muro...
Às vezes me pego no meio de um dilema e não consigo sair de cima do muro. Tento me resolver, escolher um caminho, um lado. Mas nada faz com que me sinta segura com a decisão. E ela, a decisão, só cabe a mim. Não adianta tentar ajuda, nem conselhos. ada vai tirar o peso da responsabilidade, de arcar com as conseqüências, de mim. Por mais que pense, que pese, analise, a conclusão não chega.
Isso já aconteceu várias vezes, e agora se repete. Por fim, me agarro ao tempo, e deixo que ele dite o destino. Não deixa de ser minha opção sendo realizada, mas de uma forma menos objetiva, e isso acaba me deixando mais leve.As duas faces da mesma moeda.
Michelli era uma moça carinhosa e no mínimo romântica. Era daquelas moças que acreditam em quase tudo o que dizem, incluindo elefante azul voando. Michelli não perdia a esperança nunca, mesmo qndo a situação se mostrava cada vez mais caótica. Pequenas coisas a faziam chorar. Final infeliz de filme, era no mínimo, um ultraje. Afinal íamos ao cinema para esquecer das mazelas da vida e não para sermos lembrados delas.
Michelli gostava de saber e também de perguntar, sabia que o mundo era um ovo e mesmo assim queria viajá-lo por inteiro. Sabia que o homem da sua vida não estava na esquina, mas talvez estaria naquele olhar de lado, onde não se enxerga direito. Michelli era assim... Intensa, não tinha medo de ser feliz e mto menos infeliz. Mergulhava com força mesmo que doesse, pois ainda assim via beleza na dor e afinal estava viva. Para ela, estar viva, já era o bem supremo. O resto, assim como a vida, passaria e portanto, não deveria ser desperdiçado com trivialidades.
Michelli era amiga da "outra Michelli". Apesar de suas drásticas diferenças elas se davam bem. No entanto, a Michelli era pessimista e a "outra Michelli" não. Uma não tinha mais fé nas pessoas e a outra nunca a perdia. Michelli gostava de MPB e a "outra Michelli" de rock. Michelli tocava, ou pelo menos achava que sim, guitarra, baixo e violão, a "outra Michelli", por sua vez, tocou um ‘bife’ qndo era criança no piano. No entanto as duas eram amigas, e por vezes eram quase inimigas, mas sabiam que uma completava a outra e que sem esta companhia seria impossível viver.
Michelli e a "outra Michelli" eram assim... Duas faces de uma mesma moeda. Suas opiniões, suas paixões eram por vezes parecidas, mas as interpretações completamente diferentes. Mas na verdade isso não importava muito, por que elas eram, afinal, amigas e gostavam de trocar as diferenças, por que enfim eram assim que cresciam e me tornavam a mulher que sou. Corajosa e excessiva, por vezes triste e perdida, mas invariavelmente forte e esperançosa. Nessa vida elas sabiam que nada as deteriam. Que nada me deteria.